quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

1954, ano em que Brasil chorou a morte do seu presidente

1954, ano em que Brasil chorou a morte do seu presidente

O ano era 1954, uma grande crise política desestabilizava o Governo Vargas. O então Ministro do Trabalho, o advogado João Goulart, mais conhecido como “Jango”, que anos mais tarde chegaria à Presidência da República tentando uma política de aproximação com o movimento sindical, autorizou um aumento de 100% ao salário mínimo, temendo a grande ameaça de greve ocorrida meses antes.
A consequência foi uma grande pressão dos grupos de empresários e de seus opositores liderados pela União Democrática Nacional (UDN). Nem o próprio Ministro da Fazenda, Oswaldo Aranha, foi a favor desse aumento. Então, naquele momento, Getúlio foi obrigado a recuar e João Goulart não teve outra saída a não ser renunciar.
Em fevereiro do mesmo ano, veio a público um manifesto denominado de “O Memorial dos Coronéis”, no qual havia duras críticas ao aumento salarial proposto pelo ministro e um discurso em favor da necessidade de fortalecer ainda mais o Exército na luta contra o comunismo que estaria ameaçando o país. Os autores do manifesto viam a aproximação de Getúlio com a classe trabalhadora como uma ameaça e o acusavam de estar planejando transformar o Brasil numa “República-Sindicalista”. Carlos Lacerda denunciou o Pacto do ABC (Argentina, Brasil e Chile) e acusou o presidente de estar fazendo uma aliança com a Argentina de Perón para lutar contra os interesses e a hegemonia norte-americana.
Getúlio, tentando salvar o seu governo que já estava desestabilizado, se aproximou da classe trabalhadora buscando apoio. No dia 1º de maio, Dia do Trabalhador, fez um discurso denunciando as empresas estrangeiras e elogiando seu ex-ministro, e ele próprio concedeu o aumento de 100% aos trabalhadores assalariados. O auge de toda essa crise viria a estourar na madrugada de 5 de agosto de 1954. O jornalista Carlos Lacerda, chegando a seu apartamento no bairro Copacabana depois de um comício realizado no Colégio São José, sofreria um atentado. Esse episódio vitimaria o major da Força Aérea Brasileira, Rubens Florentino Vaz, segurança particular do jornalista.
Todas as suspeitas do mandante do crime caíram em cima de Gregório Fortunato, “o anjo negro”, homem de confiança e chefe da guarda pessoal do presidente. Na mesma noite Getúlio foi informado do atentado da Rua Tonelero, como ficou conhecido o episódio, e disse a seguinte frase: "Esse tiro no pé de Lacerda foi um tiro nas costas do meu governo”.
Dezenove dias após o atentado na Rua Tonelero, no dia 24 de agosto de 1954, Getúlio Vargas, o “Gegê” - apelido carinhoso usado por seus partidários -, acabaria com toda essa angústia com um tiro no coração. Imaginem o sofrimento de um senhor de 72 anos naqueles últimos meses e naquela madrugada, reunido com seus ministros. Como o mesmo Getúlio Vargas dizia: “o preço da derrota se paga com a vida”, mas ele em um golpe de mestre conseguiu vencer na derrota, deixando a sua Carta Testamento endereçada ao povo e que serviria como bandeira de luta para o trabalhador brasileiro.
Se Getúlio tinha uma mente suicida ou se foi uma decisão tomada em um momento difícil de sua vida, não podemos saber, o que sabemos é que o presidente, quando ainda jovem, era um leitor assíduo do escritor Raul Pompéia, autor do romance “O Ateneu”. E no momento de toda a crise do seu governo, em certa tarde, ao passar com a sua comitiva em frente à casa do escritor, pediu para que parassem. O chefe da nação permaneceu uma hora sozinho dentro da casa, as reflexões que passaram por sua cabeça durante aquela hora nunca poderemos descobrir, o que podemos dizer é que Raul Pompéia também foi um suicida.
Conforme o autor Lira Neto, em sua obra Getúlio (1882 – 1930) Dos anos de formação a conquista do poder, mostrou que Vargas presenciara dois suicídios em sua família. O do seu padrinho, o major Claudino da Silva, um veterano da Guerra do Paraguai, no qual, nesse episódio, Getúlio aos 17 anos olhara pela primeira vez dentro dos olhos de um suicida. E anos mais tarde, em 1920, o seu sogro Antônio Sarmanho, humilhado pelas dívidas devido à quebra do Banco Pelotense, resolveu atirar uma bala no próprio peito, a altura do coração, da mesma forma que seu genro Getúlio Vargas faria 34 anos depois.
Na manhã do dia 24 de agosto de 1954 o país perdia o chefe de sua nação, para o povo simples um “pai dos pobres”, para seus opositores “a mãe dos ricos”. O certo é que o Brasil chorou a perda do seu presidente e a comoção foi geral. O povo em um momento de fúria depredou o jornal do PCB, bem como todos os órgãos de imprensa que faziam oposição ao presidente, a exemplo do Tribuna de Imprensa, de Carlos Lacerda, e O Globo, de Roberto Marinho. Nem a embaixada norte-americana se livraria das depredações. As manifestações não ficaram restritas apenas à capital federal, houve revoltas populares em todo o país, inclusive em Sergipe. Na cidade de Estância ocorreram depredações nas sedes da UDN e do Partido Comunista. Em todo o país estima-se um saldo de 10 mortos. Carlos Lacerda e os opositores do presidente tiveram que fugir da capital federal para não sofrer o mesmo destino.
Getúlio deixou como marca a sua ambiguidade que serve de questionamento até hoje para os estudiosos. O homem que implantou uma ditadura no Estado Novo voltaria ao poder em 1951 pelo voto e pelos braços do povo. Um autoritário que criaria as leis trabalhistas ainda em vigor nos dias de hoje, ora estava com os sindicatos, ora fechava os mesmos; em alguns momentos políticos perseguiu os comunistas, em outros conseguiu fazer Luiz Carlos Prestes subir em seu palanque. Antes da Segunda Guerra era simpatizante das ideias de Hitler, porém , quando a guerra esquentou, aderiu à pressão dos Estados Unidos e conseguiu fazer os norte-americanos financiarem a Vale do Rio Doce e a Companhia Siderúrgica Nacional.
Getúlio Vargas foi um político habilidoso, ao ponto de o jornalista Assis Chateaubriand um dia dizer: “Maquiavel é pinto perto de Getúlio Vargas”. Com toda sua habilidade política, não podemos esquecer que Getúlio foi a ponte para transformar um país agrário num país industrial. Antes dele, o Brasil era uma grande fazenda. Por essas e outras, podemos dizer que Getúlio Dorneles Vargas foi o personagem político mais marcante da história do nosso país.

sexta-feira, 30 de março de 2012

PARA QUE SERVE A LEI NO BRASIL MESMO?


 PARA QUE SERVE LEI NO BRASIL MESMO?


Sabe qual funçao ele exerce em nosso queridissimo e amado Brasil, pois é DEPUTADO FEDERAL POR SAO PAULO, AQUI É ASSIM , LADRAO VIRA POLITICO E TA TUDO CERTO, DEPOIS O POVO DO SUDESTE FALA QUE SÃO OS NORDESTINOS QUE SÃO ANALFABETOS, QUEM PARECE MAIS ANALFABETO? ELES DO SUDESTE OU AGENTE DO NORDESTE? É BRINCADEIRA NOSSO PAÍS!!!!

Quarenta e oito anos do golpe militar, algo a ser comemorado ou a ser esquecido?

Ha exatamente 48 anos na madrugada de 31 de março para 1º de Abril, ironicamente dia da mentira acontecia no Brasil um fato que iria mudar a vida de muita gente, pais que nao voltariam para seus familiares, filhos que ficariam orfao e vozes que se calariam para sempre ou ficariam caladas por 21 anos, por incrivel que pareça essa vergonha implantada em nosso País teve o apoio do todo poderoso Estados Unidos da America, pior ainda, teve ao seu lado a dignissima Igreja Católicae seu pretexto da ameaça comunista. O povo nordestino imediatamente sofreu as consequencias dessa vergonha, especificamente Pernambuco e Sergipe que teve seus governadores deposto do cargo, Miguel Arraes e Seixas Doria respectivamente sendo presos e acusados de trair a naçao. Grandes nomes da musica brasileira tiveram que deixar sua patria para viver longe de seus familiares, longe da sua terra mae, como Chico Buarque de Holanda que compôs a música Apesar de Você, para o então presidente Emílio Garrastazu Médici com nome falso Nara Leao, Vinicius de Moraes, Mario Quintana, Raul Seixas, Paulo Coelho, Caetano Veloso Gilberto Gil,entre outros, pessoas que nem a sorte de fugir teve e foi calado no silencio das madrugadas, na escuridao dos poroes, como o jornalista Vladimir Herzog, tivemos pessoas presas e torturadas pelo simples motivo de discordar do regime como nosso Ex presidente Luiz Inacio Lula da Silva, nossa presidente Dilma Rousseff, pais que ficaram sem flhos, filhos que ficaram sem pais, avos sem netos e netos sem avos, e ainda ontem a policia marcou uma solenidade comemorando o golpe de 64, sera que tem mesmo algo a ser comemorado? ou esquecido? se é para lembrar porque entao os oficiais nao deixam os documentos daquele periodo aberto a pesquisas? porque ainda hj sensuram as informaçoes a respeito daqueles 21 anos de terror? vamos abram as gavetas e deixem nos historiadores fazer um trabalho de verdade para que seja digno mesmo de ser lembrado, deixe agente revelar o que ouve por de tras dos muros das prisoes, deixem contar para as familias que ainda hj nao enterraram os corpos de seus ente queridos onde estao ou o que fizeram com seus corpos, sera mesmo que hj temos algo a comemorar ou a ser esquecido? VIA A LIBERDADE E O DIREITO DE EXPRESSAO!!!! BRAISL MOSTRA A TURA CARA, ACORDE PQ INDIRETAMENTE AINDA ESTAMOS VIVENDO EM UM PAIS SENSURADO E SEMDIREITO DE EXPRESSAO, QUE DIGAM OS PROFSSORES QUE LUTAM POR MELHORES SALARIOS!!!!! VAMOS PASSAR UM CORRETIVO NO DIA 31 DE MARÇO DE 1964 VAMOS REPUDIAR E NAO COMEMORAR!!!!! AH, ANTES QUE EU MES ESQUEÇA HJ TEMOS REPRESENTANTES NA CAMARA DO SENADO QUE APOIOU ESSA VERGONHA FAZENDO PARTE DA ARENA SABE QUE É? ELE MESMO O EXCELENTISSIMO SR. JOSE SARNEY, ELE MESMO QUE ESTA NO PODER DESDE 1958, QUEREM OUTRO? NINGUEM MENOS QUE O CIDADAO PROCURADO PELA INTERPOL O SR PAULO SALIM MALUF, SERA QUE ALGO MUDOU DE LA PRA CA? QUE PAÍS É ESSE? É A PORRA DO BRASIL!!!!!